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TRAJAR TRADICIONAL

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SABER FAZER

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Um projeto da AFERAM – Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira, com o apoio da Secretaria Regional de Economia, Turismo e Cultura – Direção Regional de Cultura da Região Autónoma da Madeira.
O principal objetivo deste projeto é promover o conhecimento prático da produção das principais peças dos trajes tradicionais madeirenses, bem como algumas técnicas a eles associadas.

CONTEXTO

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Os trajes tradicionais, trajos populares, trajos regionais ou os denominados “trajos típicos” foram uma resposta, um pouco por toda a Europa, para manter as caraterísticas nativas das antigas vestimentas, diferenciadoras das localidades, sobretudo nos meios rurais, devido à rápida uniformização da moda que se operou a partir do século XVIII, principalmente em França, e reforçada com as profundas transformações sociais ocorridas no século XIX.
Para compreendermos a maneira de vestir do povo e as suas transformações não podemos ficar pelo gosto e pelas regras estéticas atuais. Há que ver o trajo no contexto das práticas sociais da época, que envolve várias componentes materiais e imateriais, as formas, os materiais, as técnicas de confeção, as influências e os contatos entre comunidades.

PEÇAS E PROCESSOS

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A Bota Chã

Calçado madeirense emblemático e distinto

A Flor de Laranjeira

Símbolo de pureza e união, adornavam as noivas madeirenses

A Tecelagem

Desta arte saem as icónicas saias de lã listadas

O Brinquinho

Instrumento central e diferenciado do folclore madeirense

O Chapéu de Palmito

Feito a partir das folhas secas da palmeira anã

A Capa

Parte do traje tradicional feminino madeirense

O Colete

O colete ou corpete usado pela mulher madeirense distingue-se pelo corte

A Carapuça

Barrete de forma cónica usado na Madeira no século XIX

O Barrete de Orelhas

Barrete de cor escura, feito de lã e rematado em borla

Os Botões

Comuns a partir do século XVII, com o proposito de apertar a roupa

A Fiagem da Lã

Mais que um material, a lã representa um conforto e adaptação ao clima insular

CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA

Quando se fazem reproduções de trajos, seja para grupos de folclore ou para outras recriações históricas, é necessário fundamentar as opções com dados que justifiquem a aceitação coletiva e a tradicionalidade. É fundamental demarcar a região, a época história e a função do trajo dentro do contexto social e é ainda necessário ter um especial cuidado ao nível da seleção dos materiais, dos tecidos, texturas, cores e padrões, feitios e tamanhos, acabamentos, acessórios, conforto físico e térmico, modelagem e técnicas de confeção. A verdade é que nunca conseguiremos fidelidade histórica a cem por cento, na medida em que os materiais, as cores e os processos de confeção já não são os mesmos e teremos que lidar com as condicionantes da atualidade. Por tudo isto, o papel de quem reproduz trajes do passado tem de ser consciente e responsável, para melhor representar toda esta herança cultural.

CARAPUÇA

Barrete de forma cónica usado na Madeira nos séculos XVIII e XIX, influenciado pelo gorro medieval e carapuços portugueses.

- AFERAM

BARRETE DE ORELHAS

Barrete de cor escura, feito de lã e rematado em borla. Aos lados tem umas abas em forma de orelhas

- AFERAM

BOTÕES

Tornaram-se comuns no vestuário a partir do século XVII, desempenhando a função de fechar e ajustar as peças de roupa, mas também eram símbolos do estatuto social

- AFERAM

COLETE

O colete ou corpete usado pela mulher madeirense distingue-se pelo corte, pelas cores e pelos seus atavios.

- AFERAM

CAPA

Faz parte do traje tradicional feminino em algumas regiões de Portugal. Na Madeira, é feita em 'baeta', tem forma circular, é debruada e apresenta recortes em bico

- AFERAM

BOTAS

Com pele de cabra e sola de pele de vaca, era generalizada aos dois sexos, mas possuía variações. Inicialmente, a das mulheres levava, na extremidade da volta do cano, uma tira estreita de marroquim vermelho

- AFERAM

LÃ

O trabalho da lã é uma tradição ancestral que simboliza a ligação do povo à terra e aos ciclos da natureza

- AFERAM

BRINQUINHO

Peça composta por bonecos de pano com trajes tradicionais, portadores de castanholas e fitilhos, dispostos na extremidade de uma cana de roca

- AFERAM

CHAPÉU DE PALMITO

Feito a partir de palmeiras do Porto Santo através das mãos das artesãs mais sabedoras desta arte

- AFERAM

Outros sítios de interesse

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Cultura Madeira

Direção Regional da Cultura (DRC), da Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura

AFERAM

Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira

IVBAM

Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, IP - RAM

MASF

Museu de Arte Sacra do Funchal

Direção Geral Artes

Programa Nacional Saber Fazer Portugal

CCIF

Centro Cultural e de Investigação do Funchal